Quanto eu tinha oito anos os meus pais divorciaram-se, foi algo repentino que surgiu do nada e virou o meu mundo de pernas para o ar. Fiquei com a minha mãe, e uns anos mais tarde ela voltou a casar. A verdade é que me sinto mil vezes mais filha do meu padrasto do que do meu "verdadeiro" pai. Mal o conheço. Ele nunca esteve lá. Não foi ao meu primeiro recital de piano, não me aplaudiu quando venci a minha primeira prova na natação, nem um raio dum postal me foi capaz de mandar, e agora do nada regressou a minha vida esperando encontrar-me tal como me deixou, um miúda de oito anos com duas traças e um ursinho de peluche na mão. Está tão enganado se pensa que vai ser assim!
Força*
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