Eu tinha uma melhor amiga, tínhamos planos, tínhamos sonhos, tínhamos uma vida, tanto por fazer, tanto por ser feito, nós tínhamos tudo e não dávamos valor a nada. E depois ela morreu e enterrei parte de mim com ela. Se a culpa foi minha? Não... Mas eu podia ter feito muito mais.
sábado, 30 de novembro de 2013
#2
Quanto eu tinha oito anos os meus pais divorciaram-se, foi algo repentino que surgiu do nada e virou o meu mundo de pernas para o ar. Fiquei com a minha mãe, e uns anos mais tarde ela voltou a casar. A verdade é que me sinto mil vezes mais filha do meu padrasto do que do meu "verdadeiro" pai. Mal o conheço. Ele nunca esteve lá. Não foi ao meu primeiro recital de piano, não me aplaudiu quando venci a minha primeira prova na natação, nem um raio dum postal me foi capaz de mandar, e agora do nada regressou a minha vida esperando encontrar-me tal como me deixou, um miúda de oito anos com duas traças e um ursinho de peluche na mão. Está tão enganado se pensa que vai ser assim!
#1
A maioria das pessoas julga querer sinceridade, mas só mais tarde, quando nos momentos de raiva palavras indesejadas são proferidas é que entendem que apenas pretendiam a conveniência das falsas amizades. Cometi um erro há cerca de três meses, estava a ser o Verão da minha vida e depois tudo foi pelo cano abaixo. Fui arrastada pela corrente e agora só me resta lutar por aquilo que até há bem pouco foi meu.
Subscrever:
Mensagens (Atom)